No início da década de 90 houve um pequeno encontro por
acaso. Eu estava voltando de ônibus para casa, de noite, depois da aula na
faculdade de música. Quem estava nesse ônibus? O meu ex-namorado. Fiquei um
pouco apreensiva... será que ele vai brigar comigo? Não lembro bem, mas acho
que disfarcei, fingindo que não o vi... rsrs... Mas ele veio falar comigo. Na
verdade, ele veio pedir desculpas pela carta que havia enviado. Ufa!! Rsrs...
Nesse momento nós dois estávamos casados. Eu já tinha minha
filha linda, que era pequenininha. Não trocamos telefone nem endereço. Foi um
encontro casual, mas que não teve nenhuma consequência.
Depois desse encontro continuei minha vida. Pouco tempo
depois me separei e fiquei até agora sem casar novamente. Ele, por outro lado,
separou e casou várias vezes.... rsrs... brincadeirinha... só três vezes.
Até o ano passado não tivemos mais notícias um do outro.
Depois que me separei fiquei muito tempo, muito tempo mesmo,
pensando e dizendo que não queria casar novamente. Acho que isso é um tanto
normal, pois após um relacionamento frustrante precisamos nos reestruturar
internamente para poder encarar novamente um relacionamento.
Claro que tive alguns namorados, mas não dava certo por uma
razão ou outra, e também porque eu realmente não queria casar de novo. E acho
que nem eles.... rsrs
Eu queria cuidar da minha filha, educa-la, proporcionar a
ela um ambiente saudável e, por ser a mantenedora do lar, precisava me dedicar
ao trabalho como professora de música. O pai dela ajudou muito pouco, talvez
por um ano. Depois disso, aquela velha história: não tenho dinheiro, está
difícil, não vai dar... Mas a história dele conto outra hora. Os meus pais me
ajudaram muito financeiramente. Sempre que precisei de apoio eles estavam lá,
prontos a estender a mão. Até hoje eles são assim! Sou muito abençoada por ter
a família que tenho. Meus pais, irmãos, sobrinhos, cunhados... todos muito
queridos e importantes pra mim.
Um tempo antes de iniciar a faculdade de psicologia já
comecei a fazer terapia. Muitas questões me impediam de viver com
tranquilidade. E fui tratando cada uma, sem pressa. Na faculdade conheci pessoas
que serão importantes pra mim até o resto da vida. Mais do que colegas, amigas
que me ajudaram e ajudam a ser uma pessoa melhor. Também encontrei pessoas importantes e que me influenciaram positivamente na igreja que frequento. Fui construindo laços de amizade e que foram se transformando em laços de amor.
Depois de todas essas
vivências eu comecei a sentir vontade de ter um companheiro, um amor pra viver
até ficar velhinha. Eu comecei a me sentir mais preparada, sabendo que para um
casamento dar certo é melhor querer ser feliz ao invés de querer estar sempre certa.
Casamento... esse também é um assunto pra outro momento...
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